1. Valor: Bolívia fica sem alternativas claras de novos mercados para seu gás

    A Bolívia está sem uma alternativa clara para o seu principal recurso natural. Três anos e cinco meses após a nacionalização do setor de hidrocarbonetos pelo presidente Evo Morales, o que gerou muita incerteza no setor, o país não tem hoje para quem vender mais gás - além daquilo que já exporta aos clientes atuais. A Bolívia produz hoje cerca de 40 milhões de m3 de gás natural por dia. Entre 21 milhões e 22 milhões vêm para o Brasil - menos do que o máximo alcançado no ano passado de 31 milhões de m3, teto do contrato entre os dois países. Outros 7 milhões servem ao mercado interno; a Argentina fica com de 6 milhões a 6,5 milhões; e ainda sobram cerca de 5 milhões. Mas tanto Brasil quanto Argentina, os dois principais clientes externos da Bolívia, estão buscando fornecedores alternativos. Ambos, assim como o Chile, investem em unidades de regaseificação, o que permitirá a compra de gás liquefeito que, retransformado, terá uso doméstico e industrial. O movimento pelo GNL indica uma tendência que preocupa La Paz: a provável redução dos mercados do gás da Bolívia. O governo de Evo Morales sabe disso e tem buscado atrair novos clientes. Continua…

     
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