Os gastos previstos no pacote de incentivo econômico e o crédito bancário recorde da China estão interrompendo os esforços de reestruturação da economia, no sentido de afastá-la do crescimento movido a investimentos e exportações em favor do consumo particular, disse o Banco de Desenvolvimento da Ásia (BDA). A explosão de investimentos e empréstimos fez com que o BDA elevasse a sua projeção para o crescimento econômico da China este ano, da estimativa anterior de 7% para 8,2%, em um relatório divulgado hoje. A previsão para 2010 foi revista de 8% para 8,9%. O Grupo dos 20 (G-20) vai discutir esta semana, em reunião em Pittsburgh, nos EUA, políticas para reduzir os desequilíbrios nos gastos mundiais e no consumo, que contribuíram para desencadear a crise financeira. O pacote de incentivo da China, de 4 trilhões de iuan (US$ 585 bilhões), que visa contrabalançar a declínio acentuado das exportações, está deixando o país, terceira maior economia do mundo, mais dependente dos investimentos. “O enorme incentivo fiscal anunciado no ano passado e o agressivo relaxamento monetário de 2009 amorteceram o golpe representado pela crise global”, disse Lee Jong-Wha, economista-chefe do BDA. O desafio do governo agora é “atrair novamente a atenção para os esforços de reestruturação, depois que a economia tiver deixado para trás o estímulo fiscal.” Continua…